Portela levanta Sapucaí com enredo sobre refugiados e tem chance de bicampeonato

Escola de Madureira fez desfile sobre judeus que se refugiaram em Pernambuco na época da dominação holandesa.


Dona do título de 2017, a Portela levantou a Sapucaí com um enredo sobre refugiados e terminou o desfile na noite desta segunda-feira (12) com chance de levar o bicampeonato. Segunda escola a atravessar a avenida, a Portela já chegou à concentração com gritos de "é campeão" e contagiou a arquibancada, que cantou o samba durante todo o desfile.

A escola da carnavalesca Rosa Magalhães abordou a questão dos imigrantes e refugiados ao contar a história de judeus que se refugiaram em Pernambuco na época da dominação holandesa. Chamada de Majestade do Samba, a escola de Madureira é a que detém o maior número de títulos no Grupo Especial do Rio, 22.

O tradicional abre-alas da escola não fugiu à regra e veio com a enorme águia no topo, junto com dezenas de integrantes com asas luminosas. Os destaques eram Monarco e Tia Surica, sambistas da escola.
A atriz Sharon Menezzes, que já foi rainha de bateria da Portela, desfilou como musa.
Com recursos simples, Rosa Magalhães conseguiu belos efeitos nas alegorias. Um navio pirata era acompanhado de uma ala com fantasias que reluziam como a luz da lua no mar. Um enorme tatu abria o casco e revelava um canavial de integrantes em verde neon.
A bateria deu show executando o samba com bosas que passavam pelo xote e pelo baião e fazendo coreografia.

Sheron Menezzes, musa da Portela (Foto: Marcos Serra Lima/G1)

As cores da escola, azul e branco, dominaram o desfile. O colorido ficou por conta das alas que representavam a natureza e a cultura de Pernambuco e os índios dos Estados Unidos.

Como é marca de Rosa Magalhães, a beleza do desfile da Portela estava nos detalhes de cada fantasia e alegoria. No carnaval da crise no Rio de Janeiro, Rosa usou de criatividade para, com efeitos simples, ter resultados belíssimos na avenida.

A comissão de frente tinha oito integrantes com leques de 3,5 altura presos à cintura que faziam efeitos de ondas do mar.

Azul e branco, cores da Portela, dominam desfile da escola (Foto: Alexandre Durão/G1)

Integrantes com fantasias fefitas de pet espelhado reluziam como a luz da lua no mar. Eles vieram à frente do carro que representava um navio pirata.

Na base da alegoria, integrantes vestidos de azul e fazendo "olas" davam a impressão de movimento do oceano.


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